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Guia prático

Google Preferred Sources: o que é e como instalar no seu site.

A Google passou a deixar cada leitor escolher as fontes que quer ver primeiro. Já funciona em Portugal, é grátis, e a instalação é um link. Explico o que é mesmo, o que não é, e onde pôr o botão para as pessoas carregarem.

O Preferred Sources é uma funcionalidade da Google que deixa cada pessoa marcar os sites em que confia, para os ver primeiro nos resultados. Está disponível em Portugal desde abril de 2026, é grátis, e para instalar basta um link.

Escrevo isto porque vi a novidade a circular com números inflacionados e promessas de atalho ao algoritmo. Fui às fontes oficiais da Google confirmar o que é verdade e o que não é. Aqui fica, sem exageros.

O que é

O que é, e onde aparece

Quando alguém marca o seu site como fonte preferida, a Google passa a dar prioridade ao seu conteúdo nos resultados dessa pessoa. Segundo a documentação da Google para programadores, isso acontece sobretudo nas notícias em destaque, as Top Stories, e numa secção própria de "fontes que segue". O conteúdo também pode aparecer destacado no AI Mode e nas AI Overviews, com um distintivo de fonte preferida.

Funciona ao nível do domínio e do subdomínio, não de subpastas. Ou seja, marca o wandofi.pt inteiro, não apenas o blog.

Quanto a datas, a funcionalidade arrancou a 12 de agosto de 2025, só nos Estados Unidos e na Índia. Desde 30 de abril de 2026 está disponível em todas as línguas onde a Pesquisa Google existe, e é por isso que hoje já faz sentido falar disto em Portugal.

A parte honesta

O que o Preferred Sources não é

Anda por aí a ideia de que isto é um atalho que salta o algoritmo. Não é, e convém dizer com todas as letras. A preferência vive na conta Google de quem carregou no botão, e só produz efeito para essa pessoa. Não melhora a sua posição para quem nunca ouviu falar de si, não substitui o SEO, e não compete com quem está a pagar anúncios.

Sobre números, também vale a pena o aviso. A única estatística que encontrei publicada pela própria Google, no anúncio oficial, é que nos testes mais de metade dos utilizadores escolheu quatro ou mais fontes. Os valores que circulam por aí, como centenas de milhares de fontes marcadas ou o dobro dos cliques, não constam da documentação nem do anúncio. Se alguém os usar para lhe vender um serviço, peça a fonte.

Instalação

Como instalar, por dois caminhos

A Google dá mais do que uma forma de pôr isto no site, e ambas demoram minutos:

  • Código pronto: um bloco de JavaScript de duas linhas, que desenha um botão oficial e que se traduz sozinho conforme a língua do visitante.
  • Link directo: o endereço https://www.google.com/preferences/source?q=oseudominio.pt, que funciona em qualquer sítio, mesmo sem JavaScript, até num link na bio.

No link, troque oseudominio.pt pelo seu domínio, sem https e sem www. É esse o caminho que eu prefiro, porque não depende de scripts e serve sites estáticos, plataformas fechadas e páginas de bio. A Google permite usar um link de texto, uma imagem clicável ou um selo desenhado por si, e foi isso que fiz aqui, para o botão ficar em português de Portugal e na minha marca.

Colocação

Onde pôr o botão para alguém carregar

A instalação é a parte fácil. O que decide se as pessoas carregam é onde o botão fica. O erro mais comum é atirar com o botão para o rodapé, ao lado da política de privacidade, onde ninguém olha. Estes são os princípios que sigo:

  • Logo a seguir ao conteúdo: no momento em que a pessoa acabou de ler e está a pensar que quer mais daquilo, não antes e não no fim da página.
  • Um pedido de cada vez: isolado, sem a newsletter e as redes sociais empilhadas ao lado. Quando há três pedidos juntos, as pessoas não escolhem nenhum.
  • Explicar o ganho numa frase: um botão sozinho não diz nada. Dizer o que acontece ao carregar faz toda a diferença.

Sendo claro: isto são princípios de conversão, do mesmo tipo que uso em qualquer chamada para acção. A Google não publicou números sobre colocação, por isso não lhe vou inventar percentagens.

Vale a pena?

Para quem compensa mesmo

Quem publica com regularidade tem aqui mais a ganhar, porque cada artigo novo chega com prioridade a quem já o marcou. Um site institucional que não muda há dois anos ganha pouco, simplesmente porque não há conteúdo novo para mostrar. Dito isto, o esforço é quase nenhum e não tem custo, por isso a conta compensa quase sempre. Faz parte da mesma família de trabalho que trato na página de GEO e AEO, ser encontrado e ser citado nas respostas, e não apenas aparecer numa lista.

Na prática

Já está a funcionar aqui

Não escrevo sobre coisas que não montei. O botão está instalado no fim de cada artigo deste blog, incluindo neste, feito à mão com o link directo, em português de Portugal e com o vermelho da casa. Está logo aqui em baixo, e pode experimentar agora.

Gostou de ler isto?

Carregue no botão e o Google passa a dar prioridade aos artigos da Wandofi nos seus resultados, nas notícias em destaque e nas respostas de IA da Pesquisa. Leva um segundo, e pode desfazer quando quiser.

Tornar a Wandofi uma fonte preferida

Abre as definições do Google numa nova janela. A escolha fica guardada na sua conta Google e não me dá acesso a dados seus.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O Preferred Sources funciona em Portugal?

Sim. Arrancou em agosto de 2025 apenas nos Estados Unidos e na Índia, mas desde 30 de abril de 2026 está disponível em todas as línguas onde a Pesquisa Google existe, Portugal incluído.

Isto melhora a minha posição no Google para toda a gente?

Não. O Preferred Sources só dá prioridade ao seu site junto de quem carregou no botão, na conta Google dessa pessoa. Não é um atalho de ranking e não muda nada para quem nunca o marcou.

Preciso de saber programar para instalar?

Não. Além do código de duas linhas que a Google fornece, existe um link directo que funciona em qualquer site, mesmo sem JavaScript. É um link normal, igual a qualquer outro.

Quer isto instalado no seu site, e o SEO tratado a sério?

Instalo o botão, ponho a medição a funcionar e trato do resto para o seu site ser encontrado. Começamos por um diagnóstico, sem compromisso.